SABERES INDÍGENAS E QUILOMBOLAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO CAMINHO DE RECONEXÃO COM OS SABERES ANCESTRAIS
DOI:
https://doi.org/10.47820/csrv21.v1i1.8Palavras-chave:
Saberes ancestrais. Educação infantil. Povos indígenas. Quilombolas. Educação ambiental.Resumo
Este artigo apresenta reflexões e experiências vividas em uma pesquisa empírica desenvolvida em uma escola de educação infantil da capital paulista, aqui denominada Escola Municipal Caminhos da Terra. Buscamos compreender como os saberes indígenas e quilombolas podem dialogar com práticas de educação ambiental na primeira infância, mesmo em contextos urbanos, promovendo aprendizagens baseadas no respeito à natureza, na escuta das ancestralidades e na valorização das diferentes formas de conhecimento. Fundamentamo-nos em autores como Ailton Krenak, Daniel Munduruku, Lélia Gonzalez, Mestre Nego Bispo, Conceição Evaristo e Givânia Maria da Silva, além de escritoras indígenas contemporâneas como Eliane Potiguara, Lia Minápoty, Márcia Wayna Kambeba e Auritha Tabajara. A pesquisa aponta que a presença dos saberes ancestrais na educação infantil amplia o horizonte da educação ambiental, tornando o aprender um gesto de reconexão com a terra e com a memória coletiva dos povos originários e quilombolas.
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